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Em 2013 participei da Trilha Difícil, em Capanema, no Pará. Foram 13 km mata adentro, passando por igarapés, lama e trechos de mata quase fechada. Não foi um passeio: foi uma prova de corrida, e das mais diferentes que já fiz nos meus 21 anos correndo. Neste relato conto como foi a preparação, o percurso e o que mais marcou essa experiência.

Informações da prova
- Prova: Trilha Difícil
- Local: Capanema, Pará
- Ano: 2013
- Distância: 13 km
- Terreno: mata adentro, com igarapés, lama e mata quase fechada
- Preparação: treinos em Belém
Uma corrida fora do asfalto
A maior parte das provas que corri pelo Brasil foi no asfalto. Na Trilha Difícil, o cenário era outro. O percurso seguia floresta a dentro, com passarelas de madeira no meio da mata, trechos de estrada de terra, igarapés para atravessar e muita lama pelo caminho. Em alguns pontos a mata era quase fechada.
Nesse tipo de terreno, o relógio importa menos do que a atenção. Cada passo pede cuidado com o chão, com raízes, pedras e trechos escorregadios. O ritmo muda o tempo todo, e é comum alternar corrida e caminhada nos pontos mais difíceis.

A preparação em Belém
A minha preparação para a prova foi feita em Belém. Para quem quer encarar uma corrida em trilha, vale lembrar que o corpo trabalha de um jeito diferente do asfalto: as subidas, as descidas e o terreno irregular exigem mais das pernas, dos tornozelos e do equilíbrio.
Antes de uma prova desse tipo, o caminho mais seguro é fazer uma avaliação médica e treinar com a orientação de um educador físico. Aqui no blog há textos que ajudam nessa preparação, como corrida em trilha para iniciantes, como correr em subidas e descidas e fortalecimento para corredores.

A chegada: inteiro, sem machucado e muito sujo
O que mais se destacou nessa corrida foi a chegada. Depois de muito esforço para percorrer os 13 km floresta a dentro, cruzar a linha final inteiro, sem nenhum machucado, foi a maior vitória. E, claro, muito sujo de lama, como manda uma boa trilha.
Em uma prova como essa, chegar bem é mais importante do que chegar rápido. Respeitar os próprios limites nos trechos mais perigosos é o que permite terminar a prova com saúde e com vontade de voltar.

Dicas para quem quer correr em trilha
Algumas orientações gerais costumam ajudar quem vai participar de uma corrida em trilha pela primeira vez:
- comece por trilhas mais curtas e fáceis antes de encarar uma prova longa;
- diminua o ritmo nos trechos com lama, raízes, pedras e água, e caminhe quando for preciso;
- use tênis e roupas adequados ao terreno (veja o que vestir para correr);
- mantenha a hidratação ao longo do percurso;
- cuide dos pés depois da prova, porque meias molhadas favorecem bolhas (veja como evitar bolhas e assaduras).
Cada corredor tem o seu momento. Se você tem alguma condição de saúde, converse com o seu médico antes de treinar ou competir em trilhas.
Veja também as outras provas que já corri na página Minhas Corridas pelo Brasil. E você, já correu em trilha ou tem vontade de experimentar? Conte aqui nos comentários.
Para saber mais: fontes oficiais
- Ministério da Saúde: Guia de Atividade Física para a População Brasileira (2021)
- Organização Mundial da Saúde (OMS): Atividade física
Este conteúdo é um relato pessoal e informativo e não substitui a orientação de médicos, nutricionistas e educadores físicos. Leia também nosso Aviso Legal.
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Sobre o autor: Mauricio Bezerra de Sousa
Corredor há 21 anos, já correu provas de norte a sul do Brasil: várias meias maratonas de 21 km, duas maratonas de 42 km (entre elas a Maratona Internacional de Porto Alegre, em 2026), a 100ª São Silvestre e corridas de rua no Pará. Escreve sobre corrida, maratona e alimentação saudável a partir da própria experiência. Não é médico, nutricionista nem educador físico: os conteúdos são informativos e não substituem a orientação de um profissional.
Conheça o autor · Minhas corridas · Última revisão: setembro de 2026