Trilha Difícil em Capanema: meu relato de 13 km mata adentro

Tempo de leitura: cerca de 4 minutos

Neste artigo
  1. Informações da prova
  2. Uma corrida fora do asfalto
  3. A preparação em Belém
  4. A chegada: inteiro, sem machucado e muito sujo
  5. Dicas para quem quer correr em trilha

Em 2013 participei da Trilha Difícil, em Capanema, no Pará. Foram 13 km mata adentro, passando por igarapés, lama e trechos de mata quase fechada. Não foi um passeio: foi uma prova de corrida, e das mais diferentes que já fiz nos meus 21 anos correndo. Neste relato conto como foi a preparação, o percurso e o que mais marcou essa experiência.

Mauricio Bezerra de Sousa correndo numa estrada de terra na Trilha Difícil, em Capanema (PA), 2013
Correndo no trecho de estrada de terra, com o número de peito 002.

Informações da prova

  • Prova: Trilha Difícil
  • Local: Capanema, Pará
  • Ano: 2013
  • Distância: 13 km
  • Terreno: mata adentro, com igarapés, lama e mata quase fechada
  • Preparação: treinos em Belém

Uma corrida fora do asfalto

A maior parte das provas que corri pelo Brasil foi no asfalto. Na Trilha Difícil, o cenário era outro. O percurso seguia floresta a dentro, com passarelas de madeira no meio da mata, trechos de estrada de terra, igarapés para atravessar e muita lama pelo caminho. Em alguns pontos a mata era quase fechada.

Nesse tipo de terreno, o relógio importa menos do que a atenção. Cada passo pede cuidado com o chão, com raízes, pedras e trechos escorregadios. O ritmo muda o tempo todo, e é comum alternar corrida e caminhada nos pontos mais difíceis.

Mauricio Bezerra de Sousa numa passarela de madeira no meio da mata, na Trilha Difícil em Capanema (PA)
Na passarela de madeira, no meio da mata de Capanema.

A preparação em Belém

A minha preparação para a prova foi feita em Belém. Para quem quer encarar uma corrida em trilha, vale lembrar que o corpo trabalha de um jeito diferente do asfalto: as subidas, as descidas e o terreno irregular exigem mais das pernas, dos tornozelos e do equilíbrio.

Antes de uma prova desse tipo, o caminho mais seguro é fazer uma avaliação médica e treinar com a orientação de um educador físico. Aqui no blog há textos que ajudam nessa preparação, como corrida em trilha para iniciantes, como correr em subidas e descidas e fortalecimento para corredores.

Mauricio Bezerra de Sousa estendendo a mão na passarela de madeira da Trilha Difícil, em Capanema (PA)
Estendendo a mão para a câmera na passarela da trilha.

A chegada: inteiro, sem machucado e muito sujo

O que mais se destacou nessa corrida foi a chegada. Depois de muito esforço para percorrer os 13 km floresta a dentro, cruzar a linha final inteiro, sem nenhum machucado, foi a maior vitória. E, claro, muito sujo de lama, como manda uma boa trilha.

Em uma prova como essa, chegar bem é mais importante do que chegar rápido. Respeitar os próprios limites nos trechos mais perigosos é o que permite terminar a prova com saúde e com vontade de voltar.

Mauricio Bezerra de Sousa sorrindo durante a Trilha Difícil, em Capanema (PA), 2013
Um sorriso durante a prova, com o número 002.

Dicas para quem quer correr em trilha

Algumas orientações gerais costumam ajudar quem vai participar de uma corrida em trilha pela primeira vez:

  • comece por trilhas mais curtas e fáceis antes de encarar uma prova longa;
  • diminua o ritmo nos trechos com lama, raízes, pedras e água, e caminhe quando for preciso;
  • use tênis e roupas adequados ao terreno (veja o que vestir para correr);
  • mantenha a hidratação ao longo do percurso;
  • cuide dos pés depois da prova, porque meias molhadas favorecem bolhas (veja como evitar bolhas e assaduras).

Cada corredor tem o seu momento. Se você tem alguma condição de saúde, converse com o seu médico antes de treinar ou competir em trilhas.

Veja também as outras provas que já corri na página Minhas Corridas pelo Brasil. E você, já correu em trilha ou tem vontade de experimentar? Conte aqui nos comentários.

Para saber mais: fontes oficiais

Este conteúdo é um relato pessoal e informativo e não substitui a orientação de médicos, nutricionistas e educadores físicos. Leia também nosso Aviso Legal.

Mauricio Bezerra de Sousa

Sobre o autor: Mauricio Bezerra de Sousa

Corredor há 21 anos, já correu provas de norte a sul do Brasil: várias meias maratonas de 21 km, duas maratonas de 42 km (entre elas a Maratona Internacional de Porto Alegre, em 2026), a 100ª São Silvestre e corridas de rua no Pará. Escreve sobre corrida, maratona e alimentação saudável a partir da própria experiência. Não é médico, nutricionista nem educador físico: os conteúdos são informativos e não substituem a orientação de um profissional.

Conheça o autor · Minhas corridas · Última revisão: setembro de 2026

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